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Não julguem!

21/01/2019 | Mensagens, Pr Wilson Greve, Série "O sermão do monte"

Pr Wilson R. Greve (20/1/2019)

Clique para ouvir a mensagem.

Texto bíblico básico: Mateus 7.1-6

O texto bíblico trata do nosso relacionamento com o nosso semelhante dentro e fora do corpo de Cristo.

Nos vv 1-2, Jesus diz que não devemos julgar os outros.

Pergunta: Não devemos então mais avaliar o que o outro faz?

Não se trata disso, mas de censurar ou condenar o irmão: “Você éisto ou aquilo…”:

Quem é você para julgar o servo alheio? É para seu Senhor que ele está de pé ou cai. E ficará em pé, pois o Senhor é capaz de sustentá-lo (Rm 14.4).

Portanto, não julguem nada antes da hora devida; esperem até que o Senhor venha. Ele trará à luz o que está oculto nas trevas e manifestará as intenções do coração (1Co 4.5).

Não devemos julgar porque não somos capazes – também estamos contaminados pelo pecado.

Não somos imparciais, mas julgamos de acordo com o nosso gosto pessoal – e o mesmo julgamento será aplicado a nós.

Deus julga com justiça santa – ele é verdadeiramente imparcial, e um juiz precisa ser exemplar em todas as áreas.

Você que julga os outros é indesculpável; pois está condenando a si mesmo naquilo em que julga, visto que você que julga pratica as mesmas coisas (Rm 2.1).

Precisamos parar de brincar de Deus. Podemos avaliar e criticar, mas só Deus pode julgar as intenções do coração.

Não devemos ser hipócritas (vv 3-4):

Não há distinção, pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus (Rm 3.23).

Olhe primeiro para a sua própria vida antes de procurar defeitos nos outros:

O fariseu, em pé, orava no íntimo: Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens: ladrões, corruptos, adúlteros, nem como este publicano (Lc 18.11).

Examine-se cada um a si mesmo e então coma do pão e beba do cálice … se nós tivéssemos o cuidado de examinar a nós mesmos, não receberíamos juízo (1Co 11.28 e 31).

É preciso deixar de viver uma vida de mentiras (hipocrisia).

Devemos ser verdadeiramente irmãos em Cristo (v 5).

Remover a viga do nosso olho para então poder ajudar o outro a remover o seu cisco:

Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele, mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão (Mt 18.15).

Uma citação de João Crisóstomo, um dos “Pais da Igreja”, referindo-se a alguém que tinha pecado:

Corrija-o, mas não como um inimigo, nem como um adversário que exige o cumprimento da pena, mas como um médico que fornece remédio e, ainda mais, como um irmão amoroso e ansioso em salvar e restaurar.

Nossa atitude para com os de fora (v 6).

Não se omitir diante dos seus erros, mas apontar para o evangelho:

Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei (Mt 28.19-20).

No entanto, não “lançar as pérolas aos porcos”. Não “empurrar” um evangelho barato. Se alguém não o quiser, este é o limite – ele responderá por isso. Temos de ser claros, mas não desvalorizar o sacrifício de Cristo:

Se alguém não os receber nem ouvir suas palavras, sacudam a poeira dos pés quando saírem daquela casa ou cidade. Eu lhes digo a verdade: no dia do juízo haverá menor rigor para Sodoma e Gomorra do que para aquela cidade (Mt 10.14-15).

[Paulo e Barnabé] sacudiram o pó dos seus pés em protesto contra eles e foram para Icônio (At 13.51).

Opondo-se eles e lançando maldições, Paulo sacudiu a roupa e lhes disse: caia sobre a cabeça de vocês o seu próprio sangue! Estou livre da minha responsabilidade (At 18.6).