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A paz que habitou entre nós

13/12/2021 | Kevin Tehlen (obreiro), Mensagens

Texto bíblico básico: Isaías 9.1-7

Introdução

O profeta Isaías e o contexto do seu livro

Segundo a tradição, Isaías foi um aristocrata – alguém pertencente à alta sociedade do reino de Judá. Seu ministério estendeu-se por cerca de 50 anos, ao longo dos reinados de Usias, Jotão, Acaz e Ezequias (Is 1.1).

O reinado de Usias foi, em sua maior parte, um tempo de muita prosperidade para Judá, mas ao seu término e com seus sucessores, passou a ser ameaçado pelo império assírio de Tiglate-Pileser III. Sobre essas dificuldades, Isaías acusa: Abandonaram o Senhor (Is 1.4) e adverte: Serão dias como nunca houve desde a divisão de Israel em dois reinos (Is 7.17).

Confirmando tudo isso, o rei Acaz tentou aliar-se aos inimigos assírios. O trágico resultado está descrito em Is 8.21-22:

Aflitos e famintos vaguearão pela terra; quando estiverem famintos, ficarão irados e, olhando para cima, amaldiçoarão o seu rei e o seu Deus. Depois olharão para a terra e só verão aflição, trevas e temível escuridão, e serão atirados em densas trevas.

Este é o resultado de depositar a confiança em homens e não em Deus.

Há esperança

Is 9.1-2 anuncia que o Salvador viria justamente das regiões de Zebulom e Naftali – a parte fronteiriça norte de Israel, mais vulnerável e maior vítima dos ataques dos assírios. Onde só havia caos, dor, tristeza e amargura haveria luz, salvação, alegria e felicidade.

É a região também conhecida como Galileia, exatamente aquela onde Jesus cresceu e de onde iniciou seu ministério.

Caberia às pessoas escolher entre a salvação e as trevas das suas próprias escolhas.

Isaías promete que o povo que andava em trevas veria uma grande luz. No Novo Testamento, João anuncia então sobre a pessoa de Jesus que nele estava a vida, e esta era a luz dos homens. A luz brilha nas trevas e as trevas não a derrotaram (Jo 1.5-6)

As consequências da confiança (Is 9.3-5)

Mais adiante, nos capítulos 26 e 29, Isaías constata:

Fizeste crescer a nação, Senhor; sim, fizeste crescer a nação. De glória te revestiste; alargaste todas as fronteiras da nossa terra (Is 26.15).

Mais uma vez, os humildes se alegrarão no Senhor, e os necessitados exultarão no Santo de Israel (Is 29.19)

No próprio capítulo 9, ele se refere à derrota de Midiã, a grande vitória de Gideão ao seguir as instruções de Deus contra todas as expectativas (Jz 6-7).

Essa paz tem nome: Jesus Cristo

Isaías 9 descreve quatro atributos do Salvador:

1) Maravilhoso Conselheiro

Jesus tem em si conselhos sábios necessários ao exercício do seu ofício real e indispensáveis para a salvação do seu povo.

2) Deus forte

Como Deus forte e poderoso, ele tem poder para executar seus planos sábios.

O Senhor, o seu Deus, é o Deus dos deuses e o Soberano dos soberanos, o grande Deus, poderoso e temível, que não age com parcialidade nem aceita suborno (Dt 10.17).

Conselheiro e Forte constituem as duas qualidades principais de um rei.

Um poder não comandado por conselhos sábios e conselhos sem poder para agir são ambos infrutíferos.

3) Pai da eternidade

Muitos reis diziam ser “pais” para o seu povo. Jesus, porém, possui eternidade divina, atemporal.

4) Príncipe da paz

Um rei era considerado forte quando ninguém conseguia vencê-lo nas batalhas.

O reino de Jesus, porém, seria de paz, não de repressão brutal.

Conclusão

Quando Jesus nasceu, o anjo disse aos pastores em Belém:

Não tenham medo. Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria, que são para todo o povo: hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador que é Cristo, o Senhor (Lc 2.10-11).

Depois, Jesus morreu e ressuscitou:

O anjo disse às mulheres: não tenham medo! Sei que vocês estão procurando Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Venham ver o lugar onde ele jazia (Mt 28.5-6).

E não só isso: Jesus voltará. Quando subiu aos céus, um anjo disse aos seus discípulos:

Galileus, por que vocês estão olhando para o céu? Este mesmo Jesus, que dentre vocês foi elevado ao céu, voltará da mesma forma como o viram subir (At 1.11).

E o próprio Jesus promete:

Eis que venho em breve! (Ap 22.12a).

Dois homens estarão no campo: um será levado e outro deixado. Duas mulheres estarão trabalhando num moinho: uma será levada e a outra deixada. Portanto, VIGIEM, porque vocês não sabem em que dia virá o seu Senhor”  (Mt 24.40-42).

Resta então perguntar:

O que Jesus significa para você?

Kevin Tehlen – domingo, 12/12/2021


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